Orrery Lab
Cruzamos dados astrológicos com o que acontece no mundo e nas empresas, para afinar o modelo e medir, com números, a sua taxa de acerto. Publicamos tudo: o que funciona e o que não funciona.
Quatro regras, iguais para todos os testes.
Cada hipótese é escrita e fechada antes de vermos os dados. Guardamos uma impressão digital (SHA-256) do texto: se mudar uma vírgula, nota-se.
As previsões diárias ficam gravadas com data e não são alteradas. No fim do período comparamos com dados públicos: notícias, mercados e, com autorização, o que as empresas registadas nos contam.
Uma afinação do modelo só entra no índice se melhorar o resultado em dados novos, que ainda não tinha visto. Melhorar no papel não conta.
O resultado é publicado seja qual for. Um resultado nulo também é informação: diz-nos o que não usar.
Testes feitos sobre acontecimentos de 2016 a 2026. Até hoje, nenhum se distinguiu do acaso. É o nosso ponto de partida.
| Teste | O que se mediu | Resultado | Leitura |
|---|---|---|---|
| Céu mundialversão 1, às cegas | Dias de tensão entre planetas lentos em 22 acontecimentos marcantes | 10 em 22 esperados 8,6 · p 0,35 | Ao nível do acaso |
| Líderes protagonistasversão 1, às cegas | Pressão de trânsitos sobre o líder envolvido no dia do acontecimento | 10 em 19 esperados 9,5 · p 0,50 | Ao nível do acaso |
| Líderes protagonistasversão 2 | O mesmo, com planetas geracionais e relações entre líderes | 8 em 19 p 0,82 | Ao nível do acaso |
| Paísesversão 2 | Pressão sobre o mapa de fundação do país envolvido | 7 em 18 esperados 5,5 · p 0,29 | Ao nível do acaso |
| Afinação de pesos | Ajustar o modelo num período e testá-lo noutro | 0,87 → 0,56 treino → teste · p 0,12 | A melhoria não se confirmou fora da amostra; não foi adotada |
| Procura de padrões | Todos os pares de planetas lentos contra 10 anos de acontecimentos | p 0,38 melhor par: Júpiter–Neptuno | Não confirmado depois de corrigir pela procura |
| EF1 · estrelas fixasregistada antes | Algol, Aldebarã, Régulo, Antares e outras, orbe de 1° | p 0,07 e 0,20 | Sentido previsto, mas não significativo; ficam fora do índice |
Como ler o p: é a probabilidade de um resultado assim aparecer só por acaso. Abaixo de 0,05 começaria a ser interessante; acima disso, não há sinal que se distinga do ruído.
Impressão digital SHA-256 do protocolo
Impressão digital SHA-256 do protocolo
Impressão digital SHA-256 do protocolo
Nas H2 e H5, as linhas de Marte, Saturno e Úrano mostraram sempre cerca de +20% de violência, sem nunca passar o critério — tinham poucos mapas. A H6 usa as 457 Luas Novas de 1989 a 2025, cujas linhas nunca foram calculadas, com potência para detetar um excesso de 10%. P1 · há mais violência perto das linhas de Marte, Saturno e Úrano de cada Lua Nova? P2 · astrocartografia + aspetos: conta a linha de um planeta só no mês em que ele está em conjunção, quadratura ou oposição (orbe 8°) com a lunação ou com outro maléfico. Sucesso com p < 0,025 em qualquer um. Selado a 8 de outubro de 2026 antes de correr · protocolo · análise
Resultado (393 128 acontecimentos, 457 Luas Novas): não confirmada. Perto das linhas de Marte, Saturno e Úrano há só 1% mais violência do que o acaso (p = 0,37); contando apenas os planetas afligidos, fica 1% abaixo (p = 0,53). Este era o teste com potência para detetar 10%. Os +20% das H2 e H5, que vinham de 36 e 110 mapas, não se mantêm com 457: os maléficos ficam ao nível dos controlos (Vénus 1,06, Marte 1,10). Resultado completo.
Na exploração da H2 apareceu um padrão: mais violência estatal e contra civis perto das linhas de Saturno, e mais violência entre grupos armados perto das linhas de Úrano. Como foi visto depois de abrir os dados, não conta. A H5 testa-o com linhas que ninguém viu — as dos ingressos em Caranguejo, Balança e Capricórnio, que regem cada um o seu trimestre (110 trimestres, 1989–2025). P1 · Saturno × violência estatal e contra civis; P2 · Úrano × violência não estatal; sucesso com p < 0,025 em qualquer um. Selado a 8 de outubro de 2026 antes de correr · protocolo · análise
Resultado: não confirmada. O padrão repete-se no sentido previsto — 26% mais violência estatal e contra civis perto das linhas de Saturno (p = 0,094) e 18% mais violência não estatal perto das de Úrano (p = 0,137) — mas não passa o critério de 0,025. Somando H2 e H5, Marte, Saturno e Úrano aparecem sempre com cerca de +20% e Plutão nunca: um sinal consistente mas fraco, que só dados futuros podem confirmar. Resultado completo.
Na astrologia mundial clássica, o mapa do equinócio de março rege o ano que começa, e os planetas angulares num lugar marcam esse lugar. Testamos as linhas dos 10 corpos de cada ingresso (1989–2024) contra cerca de 36 anos de acontecimentos de violência organizada georreferenciados (UCDP GED 26.1): P1 · há mais violência perto das linhas de Marte, Saturno, Úrano e Plutão do que o acaso explica? P2 · algum dos 10 corpos tem relação, a mais ou a menos, acima do acaso? O nulo roda as linhas no mapa 10 000 vezes, mantendo a geografia real dos conflitos. Selado a 8 de outubro de 2026 antes de abrir os dados · protocolo · análise
Resultado (374 830 acontecimentos, 1989–2025): não confirmada. Os planetas de tensão vão no sentido previsto (z médio +0,93), mas p = 0,044 não chega ao critério selado de 0,025; nenhum dos 10 corpos se destaca no teste global (p = 0,44). Saturno é o que mais sobressai, com 51% mais violência perto das suas linhas do que o esperado, seguido de Úrano (+33%) e Marte (+20%) — tendências a testar de novo, seladas, com os ingressos de 2025 em diante. Resultado completo.
O céu deste momento sobre o mapa. Os pontos dourados marcam os 11 países acompanhados pelo índice.
Os dados de uma empresa só entram no estudo se ela o autorizar expressamente, numa caixa própria, separada dos termos de uso.
Usamos datas de registo e acontecimentos sem identificar a empresa. Nada é vendido nem partilhado com terceiros.
A autorização pode ser retirada a qualquer momento, por email para info@theorreryindex.com.